Abertura da Economia

Abertura da Economia Novamente na Pauta.

A última abertura da economia aconteceu em 1990, no Governo de Fernando Affonso Collor de Mello.
Ainda no período eleitoral Collor costumava comparar os veículos produzidos no Brasil, como baixa tecnologia, com carroças.
A nova abertura econômica no Brasil está proposta para acontecer no Governo do Presidente Bolsonaro
Paulo Guedes ministro da Economia
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Deverá ser uma abertura mais abrangente que a do Governo Collor em 1990.
Em seu discurso Paulo Guedes enfatiza que uma abertura sólida precisa contar com investimentos na base, ou seja é preciso formar cidadãos compromissados com o país que chamamos Pátria. O amor pelo país constrói uma juventude que quer estudar, progredir, revolucionar a ciência com novos inventos e criações engenhosas em todos os campos.
Construir corações e mentes de uma juventude isenta de ideologias de outros povos vindas de continentes que não conhecemos, não amamos, mas respeitamos.
Um sistema econômico se fortalece quando amplia suas relações internacionais nos campos culturais e econômicos.

 Capital produtivo.
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O capital estrangeiro produtivo trará para nosso país mais
indústrias, mais tecnologia, mais produtividade e, principalmente. mais competitividade entre os setores industriais, de comércio e de serviços.
O capital estrangeiro especulativo entra no país, aplica o montante do investimento em títulos públicos ou renda variável e quando já obteve o lucro de desejado, retorna ao país de origem nada deixando aos brasileiros, a não ser a certeza que esse capital especulativo levou consigo parte da riqueza que tanta falta nos faz.

Ampliar a troca econômica com o maior número de países possíveis, sem entraves burocráticos, com igualdade nos impostos aumentará a entrada de capital estrangeiro produtivo, não especulativo.
Precisamos de Universidades com amplos laboratórios de pesquisas. Precisamos de indústrias capazes de gerarem riquezas para e país e bem-estar para nosso povo, com mão de obra treinada e qualificada.
O setor público e os aposentados não podem ser o principal pilar de sustentação da economia. É perverso acreditar nessa possibilidade pois ambos se mantêm às custas de impostos que deveriam ser canalizados para a infraestrutura e as demais necessidades do país.

Assim o país deve manter quem se aposentou depois de anos trabalhados, deve manter os funcionários públicos, mas não com salários descabidos para nossos padrões econômicos.
Nossa infraestrutura está em desacordo com o tamanho do país.
Um país com área territorial gigante precisa de meio de transporte que suporte o transporte de norte a sul de leste a oeste e vice-versa.
Não podemos transportar nossa riqueza apenas por rodovias em mau estado de conservação.
Precisamos ferrovias. Muitas ferrovias cortando nosso país e transportando nossa riqueza.
Um comboio com 200 vagões transporta o equivalente a 400 carretas.

Tomando como parâmetro a distância de um quilômetro, um caminhão consome 13 vezes mais combustível que o trem.
É errado pensar que a construção de linhas férreas para escoamento das safras vai desempregar os caminhoneiros.
Os trens cargueiros chegarão até as cidades e não até as fazendas. Haverá trabalho abundante transportando a colheita dos campos até os trens que, a custos 13 vezes menores, com maior segurança, levará nossas riquezas até os portos. Daí para o mundo.
Navio Vale Brasil - maior graneleiro do mundo
Imagem gigantes do mundo

A abertura da economia se dará via eliminação da burocracia., . Um produto não pode ficar estocado no porto ou no aeroporto por mais de uma semana enquanto papeis, textos carimbos circulam livremente. É preciso destravar o desembaraço da mercadoria. Um país precisa agilidade no comercio.
Foi assim, rápidos, que surgiram os gigantes asiáticos: China, Japão, Coreia do Sul, Singapura Taiwan etc. Foi sem burocracia que em dez anos o Chile saiu da estagnação para se tornar membro da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)

É uma organização composta de 36 países que se propuseram aceitar como princípio a Democracia Representativa e adoção do livre comércio.
São considerados países com alto grau de desenvolvimento econômico, portanto países ricos.
O Brasil tem constantemente solicitado sua entrada na OCDE, mas a falta de transparência, a corrupção, a burocracia e agora a incapacidade de manter até mesmo os salários dos funcionários nos estados tem impedido a concretização desse desejo.

Somos a nona economia do mundo e somos considerados pobres em virtude da desigualdade social aliada a falta de investimento em tecnologia e produtividade.
A concretização do comércio com o exterior sem os entraves burocráticos existentes, trará riqueza para o país, emprego para 13 milhões de brasileiros, bem-estar para as famílias e aumento no nível da renda.
Haverá aumento na troca com o exterior via importações e exportações e aumento nos investimentos diretos e indiretos, beneficiando todos os setores econômicos.
Com a abertura da economia teremos o mundo ao nosso alcance.
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Uma economia fluente, sem burocracia, com impostos dentro dos parâmetros mundiais, proporcionará aumento do PIB, e consequentemente aumento no nível de emprego e de arrecadação de impostos propiciando melhora na malha viária na malha ferroviária, nos portos aeroportos, terminais fluviais etc.

Na diversificação e modernização do setor industrial, com preços alinhados aos preços mundiais, e agregando mais valores aos nossos produtos, podemos deixar de exportar produtos “in Natura” e exportar produtos semiacabados, com maior valor agregado, uma vez que esses produtos facilitam o transporte marítimo rumo a outros países.
Não é possível elencar nessa análise todos os benefícios de uma abertura econômica, mas a título de exemplo podemos citar a China que em poucos anos passou de uma economia rural para uma economia industrial com PIB, que durante muitos anos teve crescimento entre 11 e 12% ao ano.
Depois desse crescimento espetacular, depois de proporcionar bem-estar ao seu povo, a China passou de uma economia fabricante de cópia de produtos desenvolvidos em outros países para uma economia de pesquisa onde desenvolve e aplica novas tecnologias em seus produtos.
Shenzhen foi de vila de pescadores a líder da revolução tecnológica da China
Imagem:Pixabay

Isso porque, enquanto se desenvolvia e tornava mais prospera a vida do povo chinês, não se esqueceu de olhar para o futuro onde a tecnologia avançava. Construiu e equipou laboratórios, centros avançados de pesquisas de ponta, cientistas, técnicos qualificados. Conhecimento, muito conhecimento em todas as áreas. Isso a fez maior. Dentro de poucos anos, a China será a primeira economia do mundo e está se preparando para esse futuro brilhante.
No Brasil, durante muito tempo a reserva de mercado foi usada a pretexto de proteger nossa indústria.

A mais famosa reserva de mercado foi a da informática.
O cidadão brasileiro não podia importar um computador ou peças, caso houvesse um similar nacional.
Mesmo com toda essa proteção, o Brasil, e as empresas brasileiras, não conseguiram desenvolver tecnologia de ponta nesse setor.
A princípio pode parecer que a abertura de mercado inviabilizará a indústria nacional.
A abertura vai inviabilizar empresas que não se modernizarem, que não se adequarem às novas técnicas de produção.

Nossa indústria está estagnada, ou em queda.
Isso porque sem concorrência exterior o empresário não investe na produtividade, modernização ou excelência de seu produto.
Em 2004 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu a China como Economia de Mercado.
A China não era considerada economia de mercado em virtude de fazer cópias de produtos de outros países.
As alegações chinesas para esses procedimentos de cópias, mais baratas, foram que essas cópias abasteceriam o gigantesco mercado interno chinês. Entretanto, uma imensa quantidade de cópias aportou em nosso país por meios ilegais.

Esses produtos, mais baratos, pioraram a situação da nossa, já combalida, indústria.
Com a nova abertura de mercado, que tornará mais fácil a vinda e instalação de novas indústrias em nosso país, haverá mais desenvolvimento, mais empregos em média ou larga escala.
Os empresários brasileiros terão de se tornar mais produtivos, mais competitivos e mais compromissados com a gestão da sua empresa.
Estamos em um mundo globalizado e devemos nos adequar a essa globalização. Com a abertura de mercado haverá mais facilidade na importação de produtos, menor tarifa de importação, menor burocracia.
Nossos altos impostos não fizeram do Brasil um país melhor.
Nossa esperança é que, em se fazendo a abertura econômica, nossa carga tributária fique menor, haja mais emprego e renda.
O aumento do emprego e da renda fará nosso comercio e serviços crescer gerando riqueza e arrecadação tributária.
Plantação de soja em larga escala 
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Já temos um setor altamente desenvolvido: O agronegócio. Produzimos proteínas e grãos para o mundo.
Mais que isso temos fazendas que desenvolvem a melhora do nosso rebanho, bovino, caprino, suíno, equino e avícola, etc.
A excelência do gado bovino brasileiro
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Já produzimos matrizes, depois exportadas para melhorias, em vários países do mundo, tal a excelência do nosso rebanho bovino.
Temos pessoas de boa vontade, capacitadas e de muita eficiência.
É necessário que os governantes sigam o exemplo.
Palavras não constroem, as atitudes levam um país ao sucesso.
Simples assim!

Por Aparecida Coslop em 25/06/2019
Nota:
Aparecida Coslop é  Funcionária Pública Aposentada (S.Paulo - Capital,  e-mail: acoslop8@gmail.com)
- Fotografias: Internet
Texto cedido pela autora
Abertura da Economia Abertura da Economia Reviewed by ELIO SILVA on 6/26/2019 Rating: 5

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